Archive for the ‘videos’ Category

Paris em patchwork

Sexta-feira, Agosto 24th, 2007

E como eu gostei demais da conta de Paris, Te Amo (Paris Je T’Aime), um filme-patchwork com 18 curtas-metragens passados na Cidade Luz, colo aqui um dos melhores segmentos do filme.

É de Joel e Ethan Coen (adoro o trabalho deles), e tem Steve Buscemi (”Gollum” em versão humana!) sempre tenso, sempre ótimo. Fica também a dica: vão ver o filme, enquanto não sai de cartaz em Fortaleza.

Tuileries

the best damn thing

Quinta-feira, Agosto 16th, 2007

Extra! Britney renasce no corpo de Avril Lavigne!

A rave do Coubertin

Sábado, Junho 9th, 2007

Pelo andar da carruagem, a execução dos hinos nacionais vai estar abolida nas Olimpíadas de 2012. Deve ser substituída por “Total Eclipse of a Heart”, de Bonnie Tyler.

Já pensou? “Turn around…”

É que Londres, sede dos Jogos de daqui a cinco anos, acha que, em 2012, o que vai estar pegando mesmo é um revival dos 80, com um pé na new rave.

É o que me ocorre ao ver o logotipo oficial da 30ª edição dos jogos idealizados pelo Barão Pierre de Coubertin.

logo_londres.jpg

Imagino a cena. Billy Idol cantando o tema de abertura. Bonnie Tyler entregando as medalhas, para deleite dos Klaxons, que deram, claro, consultoria para a cerimônia de abertura (muito neon, colagens e chroma key).

london_hot_chip.jpg
Hot Chip, uma das revelações da cena new rave, foi inspiração certa.

Já tem até abaixo-assinado pedindo a substituição da marca. E gente mostrando no Youtube, como, em míseros sete minutos, produzir uma cópia fiel do logo num editor de imagens qualquer.

Não bastasse a reação negativa à marca, a organização dos jogos lançou um vídeo institucional pra reforçar o branding.

Londres, 2012

Mas conseguiu, como primeira conquista, ativar as sensibilidades dos portadores de epilepsia, que, passados com o trecho do nadador, fizeram com que o VT saísse do ar.

Esse povo. Não entende a vanguarda que é a onda new rave.

Klaxons, Gravity’s Rainbow

Coubertin, lá do além, quem sabe não aprova tudo isso?

coubertin_rave.jpg

fede a lixo

Quinta-feira, Abril 5th, 2007
Alanisando bem…

Tutti-fruti

Quarta-feira, Março 7th, 2007
E depois do arrasa-quarteirão chamado Coldplay, o próximo show será o de ninguém menos que Rosana. Botox para superar a emoção.

(trilha incidental: ambiências eletrônicas do início de “O Amor e o Poder”, remix)

O que é a tarefa de se manter um padrão de entretenimento, não é mesmo?

Contextualizando o momento histórico em que Rosana pontificava em auditórios como o de Chacrinha, um souvenir de época:

nothing else compares

Domingo, Março 4th, 2007

Clocks, Clocks, Clocks! Sempre na hora certa. Me perguntava sempre - após comprar passagens e ingresso - se o tal show “intimista” do Coldplay iria deixar de lado os truques de palco que deram fama às turnês dos caras. O principal deles é esse bendito raio laser. Para mim, a conjunção de “Clocks” e esse arranjo cênico é em muito responsável por aquele “sentimento de mundo” a que me referi um post abaixo. Uma canção para que constatemos o quanto o mundo é vasto, e o quanto a vida passa depressa. Essas constatações que devemos fazer vez ou outra na vida, sabe?

Felizmente, pude me sentir “parte do plano” - ou “parte da doença” -, como o Coldplay gosta de dizer nas canções. Tipo, algo maior. Não mais um Carnaval, ou mais um feriado bacana. Algo além do bacana, do ordinary. Como se o céu fosse mesmo o limite. Numa situação assim, cada detalhe parece ganhar algo de transcendência. Desde as etapas vencidas no transporte público até a chegada à casa de shows, à camiseta comprada na porta, as fotos-registro continuamente visualizadas, dias, meses depois. Conversas numa mesa de restaurante, com gente desconhecida, em uma sintonia só alcançada por quem está eufórico. Ear-phoria. Play it again, Chris.

o dinheiro não compra

Sábado, Fevereiro 17th, 2007

It’s only rock and roll, but I like it.

Um bom ano

Sábado, Fevereiro 17th, 2007

Ingressos, lanches, amigos, cadeiras, trailers, DVDs-R (abafa), ação! Bem que nossa vida podia ser essa, apenas. Bem, tenho tentado fazer da minha algo perto disso. Dentro da sala de projeção e na frente do aparelho de DVD o máximo de tempo possível. (E sem pensar nas implicações dessa atitude como fuga ou sublimação.)

O preço dos ingressos ajuda (gente, a sessão família do Iguatemi faz parecer que estamos no São Luiz dos anos 90), e a safra também. A temporada de premiações tá aí e, querendo ou não, temos um zum-zum (uma coisa Zoeira) em torno dos filmes que nos faz acorrer aos cinemas.

É uma rotina que não me cansa. E que merece registro, por meio das melhores coisas vistas ultimamente.

a lei do desejo. Abrindo bem (ops) os trabalhos da sala Benjamin Abraão, da Casa Amarela, O que fiz eu para merecer isto?, de Pedro Almodóvar. Esse longa chocou, como convém a toda produção dele nos 80s, mas mostrou lampejos de sua tão incensada fase adulta. Do meio pro fim, as desventuras da família comandada por Carmen Maura convergem em direção a um tom reflexivo e a resoluções que passam ao largo do bizarro, tão presente no início do filme. O espanhol não merece quando dizem que ele “amadureceu” só depois de Carne Trêmula e tal.

as jóias da coroa. Gente, o que pode ter de engraçado na dramatização de um momento crítico da monarquia britânica? Várias coisas, pelo menos na visão arejada e pouco dogmática do diretor Stephen Frears (Os Imorais). Mas, ainda assim, é nos sofrimentos contidos e na confusão mental de Elizabeth II (uma atuação paranormal de Helen Mirren), que este A Rainha encontra sua voz. Atenção à boa atuação de Michael Sheen como Tony Blair.

helen mirren reina. trailer de a rainha

o sol é para todos. Que grande família, que nada. Em termos de desajustes domésticos, já elegi meus favoritos: os sem-sobrenome e sem juízo (ou seria juízo em excesso) de Pequena Miss Sunshine. Num daqueles inesquecíveis road movies, eles celebram os excessos e as licenças só permitidos em família. Dos diálogos às atuações, nada é menos que brilhante. É o que é melhor: a lição de moral fica discretamente aninhada entre o absurdo, a verdade e o bom humor.

Ah, o filme volta aos cinemas de Fortaleza a partir desta terça-feira (20), no North Shopping, e até o início de março no UCI.

uma das (várias) grandes cenas de sunshine. “wow, olive, your getting big. almost like a… real person”

entre quatro paredes. Elegância no roteiro, insights na trilha sonora, segurança no trabalho de câmera, leveza e densidade nas atuações. Tudo isso e muito mais figuram na mais recente empreitada do diretor/roteirista Todd Field, Pecados �ntimos. Numa pequena cidade dos EUA, casos abafados, sussuros de culpa e execração pública imersa em hipocrisia alinhavam o cotidiano de um grupo de moradores.

Field opta por um registro romanceado, quase novelesco, com uma God´s voice comentando os fatos. Mais um elemento que dinamiza essa trama cheia de respeito por detalhes mínimos de uma rotina suburbana e descolorida - como explicar o tom épico impresso a uma simples compra de um maiô? Cada novo dado importante nesse universo de preocupações pequenas é exposto no filme de forma a mostrar o despreparo de seus protagonistas em lidar com seus destinos.

Kate Winslet reafirma a grande fase em que está (ela é a verdadeira jóia de O Amor Não Tira Férias) interpretando Sarah Pierce, casada, infeliz, versada em literatura inglesa e que se revela saidinha demais para os padrões da quiet town em que aportou. Sotaque americano impecável, humor e vulnerabilidade em boas medidas, ela tem uma de suas melhores atuações. Patrick Wilson, na pele de um dono-de-casa paspalho, responde bem, mas a dupla acaba ofuscada por Jackie Earle Haley e Phyllis Sommerville (filho pedófilo e mãe comiseradora). Todos pequenas crianças, na acepção do título original do filme.

o fantástico trailer de pecados. o único defeito é que ele, de fato, só contempla uns 30% das informações do filme!

Um bom saldo para um ano que mal começou. ;)

believe the hype

Segunda-feira, Janeiro 15th, 2007
Nunca fui de ar muita bola para as dicas-hype-causação do Lúcio Ribeiro. Tipo, odeio Arctic Monkeys e outras bandas que ele indica. Mas dessa vez dei o braço a torcer com esses tais Klaxons e seu emotivo acento pop-punk (ou new rave, como chamaria Ribeiro).

“Golden Skans”, acessível logo abaixo, é a maravilha audiovisual que ajuda a divulgar seu primeiro disco, Myths of Near Future, ainda inédito. Vai fazer muita festa bombar lá pelo Noise.

Golden Skans, The Klaxons

Mas não é que alguém logo descobriu a fonte inspiradora dos queridos de Lúcio Ribeiro? Haja purpurina.

Jackson 5, Can You Feel It

E que vença o melhor!