Archive for the ‘life’ Category

a hora é essa

Sexta-feira, Outubro 12th, 2007

Eu me contento APENAS com o relógio, o automóvel quem sabe numa próxima encarnação.

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P.S. Meu aniversário é em 22 de janeiro ;)

clipping com atitude - vou de táxi

Domingo, Agosto 19th, 2007

Aguardemos a reação das associações de taxistas. :)

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Bem se vê que o rapaz não passa perto de estereótipos e idéias pré-concebidas.

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“Segmento da sociedade”!!! Tese de mestrado já!

Enfrente a Coelce

Terça-feira, Agosto 7th, 2007

E só mesmo rindo um pouco, em meio a alguns tropeços que são tão inevitáveis quanto o ato de andar.

A cidade (bem como seus viventes, alguns deles) nos dá subsídio para quebrarmos o gelo, para ousarmos ser menos infelizes em meio a vários motivos para sê-lo.

(Motivos justos, quero crer. Das ocasiões injustas, falemos em outra ocasião.)

Quando rir é quase uma indecência, entregue-se a ela.

(E não foi nenhum sábio que me disse isso.)

Tipo, por quase nada. Parado no ônibus, leio na parede pintada:

Eletro-não-sei-o-quê
Rua Pergentino Maia, xxx
Conserte tudo aqui
Telefone xxxx-xxxx

ENFRENTE A COELCE

Um dia inteiro no papel de vítima da inoperância estatal e privada, além da má-fé de algum trombadinha, não foram suficientes para eu me conter. Calado, achei aquilo um barato. Era tão a minha cara.

Super apoiado! Abaixo a tirania das privatizações!
:D

Da mesma forma que achei revigorante, em pleno ritual de cancelamentos e ligações decorrentes de um assalto, saber que uma grande amiga passou numa concorrida seleção para professor de uma grande (talvez não maior que ela) universidade.

Nem sempre, nas horas em que acho que vou fazer o loser, surge algum dado positivo na vida, por menor que seja. Daí, ficar puto é mesmo o caminho inevitável. E isso, a bem da verdade, tem acontecido cada vez mais.

Mas, como efeito inverso, eu me entrego mais àquilo que refresca a alma.

Viva as reuniões de amigos, a existência das besteiras e à união dos dois.

E hoje eu tive vontade de colocar gente bacana numa moldura. Sei lá por quê. Ah, e sem desmerecer a ninguém, por favor.

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A rave do Coubertin

Sábado, Junho 9th, 2007

Pelo andar da carruagem, a execução dos hinos nacionais vai estar abolida nas Olimpíadas de 2012. Deve ser substituída por “Total Eclipse of a Heart”, de Bonnie Tyler.

Já pensou? “Turn around…”

É que Londres, sede dos Jogos de daqui a cinco anos, acha que, em 2012, o que vai estar pegando mesmo é um revival dos 80, com um pé na new rave.

É o que me ocorre ao ver o logotipo oficial da 30ª edição dos jogos idealizados pelo Barão Pierre de Coubertin.

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Imagino a cena. Billy Idol cantando o tema de abertura. Bonnie Tyler entregando as medalhas, para deleite dos Klaxons, que deram, claro, consultoria para a cerimônia de abertura (muito neon, colagens e chroma key).

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Hot Chip, uma das revelações da cena new rave, foi inspiração certa.

Já tem até abaixo-assinado pedindo a substituição da marca. E gente mostrando no Youtube, como, em míseros sete minutos, produzir uma cópia fiel do logo num editor de imagens qualquer.

Não bastasse a reação negativa à marca, a organização dos jogos lançou um vídeo institucional pra reforçar o branding.

Londres, 2012

Mas conseguiu, como primeira conquista, ativar as sensibilidades dos portadores de epilepsia, que, passados com o trecho do nadador, fizeram com que o VT saísse do ar.

Esse povo. Não entende a vanguarda que é a onda new rave.

Klaxons, Gravity’s Rainbow

Coubertin, lá do além, quem sabe não aprova tudo isso?

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Toque de mídias

Domingo, Abril 22nd, 2007
Então. Passando o pano neste blog, e me rindo com presenças amigas, apareço pra dar um alô. Esses foram dias de mídia espontânea bombando forte, será que eu preciso de um assessor de imprensa? ;) A sério: ao folhear despreocupadamente uma revista ou um folder, ou mesmo assistir à TV, você corre o risco de dar de cara comigo.

com fingimento.

sem fingimento.
revista plenário e livreto grupo edson queiroz.

Num passado recente, eu dava de aparecer em fotos de jornal. Desde lá, a vocação para papagaio de pirata se consolidou, e hoje até já concedo entrevistas para a tevê (pergunte-me como). Ainda que, para conseguir isso, tenha de repetir a resposta à pergunta da repórter. :(

Mas chega de auto-celebração. Bom mesmo é ser anônimo e poder se passar muito num paraíso litorâneo qualquer. Por obra e graça das fab four Ivs, Ju, Nat 20×25 e É-Manu, fui bater em Canoa Quebrada e queimei a língua total. Tinha o local em péssima conta, depois de anos a fio de histórias sobre carnavais, falta d’água e a reputação mauricinha do lugar.

A afamada Broadway é mesmo reduto de camisas Tommy Hilfiger e caixas de som troando forró, mas… quem se importa? Na companhia das citadas, e de uma (de cada vez) Heineken, lá fui eu ver qual era a desse lugar, uma espécie de Jeri a posteriori, com calçamento e tals.

outro nascer do sol que valeu. foto: rafael rodrigues

aqui é majorlândia, que funcionou mais como um chill out de canoa. esperando pelas fotos da máquina de ívila.

Bem, perfume forte de multiculturalismo e além. Confusão de sons e líquidos, bebida gelada, de vez em quando, mas vários achados. Não ter vergonha de dançar no Caverna (éramos os únicos), dar uma escapulida até a No Name (rápida, dado o clima bas-fond do lugar), descer a falésia rumo a uma festa de reggae (e dá vontade de estar lá mesmo!). Ver o tempo passar rapidinho.

Pra, claro, ver um nascer do sol muito do bacana. E ver que Canoa podia ser a Califórnia. Ou Saint Tropez. Apenas a duas horas daqui.

Vão lá. Mas o façam se estiverem em clima de “vexame, tô nem aí”. Caso contrário Canoa será só uma balada barulhenta e crowded.

(…)

Mas sim, eis que me chega agora um update de última hora. O que o é investir na paródia da paródia, não é mesmo? Será que Alanis gostou dessa?

no drama.

(…)

e o que é mesmo a orgia visual de Maria Antonieta? Com direito a All Star aparecendo entre os sapatos de época?

rosana nas alturas

Quarta-feira, Março 21st, 2007
E quem sobreviveu, que conte. Ela esteve lá, botox e calça Gang em dia, a serviço da libido coletiva e incontida. Aos que a chamaram de “travestizão”, Rosana respondeu com beijo arremessado e cumprimentos.

Nesse momento Lady Lu da carreira, ela ousou com versões de Jackson 5 e uma mini-cover de Pussycat Dolls, em plena festa brega! Mas ela ainda atende a audiência: ela foi mantida como deusa duas vezes durante o show. Hiperbólica, obsessiva, umedecida: ela foi isso e mais.

São Paulo cabe numa sílaba

Domingo, Março 11th, 2007
O labirinto de Pan. Tanto faz se o deus a que se atribui a palavra pânico ou o prefixo do qual surge a idéia da totalidade, da união entre partes de um uno. Cidade polissêmica por excelência, São Paulo parece caber na miudeza dessas três letrinhas. A cidade permanece, tal fio condutor, tensamente estendida entre aqueles dois pólos significantes. Ela é tudo, e (por tabela), é medo.
Right to freedom.

Não que, em apenas três dias batendo perna por lá, eu tenha avançado muito nos meandros desse labirinto. Sabe-se da sua condição e intui-se seu tamanho por ouvir falar. Guias explicativos, orais e impressos, intermináveis páginas. O que ver, o que comer, o que fotografar, o que ouvir, o que comprar. Nunca aos punhados, sempre aos milhares.

Porém, até que se tenha a exata noção do que é, e do que não é, esse pequeno país chamado São Paulo, haja mapa, livreto e placa.

Labirinto, sim. Mas decifrável. Não fosse assim, não seria destino certo de milhares em busca de escalar suas paredes. Em busca de um lugar à garoa. Distâncias sempre grandes é o que se impõe entre o desbravador e as delícias da cidade. O que dizer de um lugar que singelamente nomeia de “ruas” vias urbanas com seis ou oito faixas de rolamento - e igual quantidade de minutos para atravessá-la? Ou que ergueu templos, em época remota, tão assustadoramente gigantescos para os padrões atuais?

Mas, ainda assim, São Paulo cabe numa sílaba.

Que ganhamos a capacidade de pronunciar a cada vez que ousamos enfrentá-la. Antes Sem perigo na esquina.que se pense numa batalha épica, vale registrar que, como metrópole do mundo que se pretende, São Paulo é feita de serviços, sinais, acessos e corrimãos. Tenta se auto-explicar na sua superfície. Daí porque ir de um extremo a outro da town não é uma guerra. O desafio é não perder nenhuma imagem, nenhum som, nenhuma novidade.

Tomie Ohtake exposto no metrô, a propaganda de revista no alto do prédio, a entrada do Trianon - mais parecendo Parque das Crianças -, as cabines telefônicas sussurrando convites à libido, a melhor banca do Stand Center, os melhores souvenirs da liberdade, o melhor bar da Vila Madalena, o melhor box do Mercado, o melhor café, o melhor sorvete, o melhor passeio, o melhor guarda-chuva.

A busca do melhor é a obsessão da verdadeira capital do Brasil - e de quem nela está. A impossibilidade de consegui-lo é provável motivo de frustração. Esqueça-a. Não dizem que melhor que o fim do caminho, é a caminhada que o precede? Pois nunca uma jornada foi tão prazerosa quanto a que separa a primeira e a última letra daquela sílaba-ícone em que São Paulo parece se encaixar à perfeição.

Dedicado a Filipe Palácio e Naiana Rodrigues, meus companheiros nessa viagem.

Team: Filipe, Rafael e Naiana.

Mudanças na vida da gente

Domingo, Março 11th, 2007
Tive o prazer de receber dos meus amigos da Eletrocactus o EP Ver Viajar, com seis canções do grupo. Na capa, uma singela foto feita por mim quando ainda tínhamos um viçoso pé de maracujá em nosso quintal. Hoje quimera, o (bendito) fruto está eternizado em verso e tinta.

Meu agradecimento é virtual, mas vai sincero como a vida daquela flor. Ela morreu, quem sabe para que me descobrisse dono de algum olhar apto à perenidade.

a capa.

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Tutti-fruti

Quarta-feira, Março 7th, 2007
E depois do arrasa-quarteirão chamado Coldplay, o próximo show será o de ninguém menos que Rosana. Botox para superar a emoção.

(trilha incidental: ambiências eletrônicas do início de “O Amor e o Poder”, remix)

O que é a tarefa de se manter um padrão de entretenimento, não é mesmo?

Contextualizando o momento histórico em que Rosana pontificava em auditórios como o de Chacrinha, um souvenir de época:

nothing else compares

Domingo, Março 4th, 2007

Clocks, Clocks, Clocks! Sempre na hora certa. Me perguntava sempre - após comprar passagens e ingresso - se o tal show “intimista” do Coldplay iria deixar de lado os truques de palco que deram fama às turnês dos caras. O principal deles é esse bendito raio laser. Para mim, a conjunção de “Clocks” e esse arranjo cênico é em muito responsável por aquele “sentimento de mundo” a que me referi um post abaixo. Uma canção para que constatemos o quanto o mundo é vasto, e o quanto a vida passa depressa. Essas constatações que devemos fazer vez ou outra na vida, sabe?

Felizmente, pude me sentir “parte do plano” - ou “parte da doença” -, como o Coldplay gosta de dizer nas canções. Tipo, algo maior. Não mais um Carnaval, ou mais um feriado bacana. Algo além do bacana, do ordinary. Como se o céu fosse mesmo o limite. Numa situação assim, cada detalhe parece ganhar algo de transcendência. Desde as etapas vencidas no transporte público até a chegada à casa de shows, à camiseta comprada na porta, as fotos-registro continuamente visualizadas, dias, meses depois. Conversas numa mesa de restaurante, com gente desconhecida, em uma sintonia só alcançada por quem está eufórico. Ear-phoria. Play it again, Chris.