Archive for the ‘internet’ Category

Um copo d’água, por favor

Domingo, Agosto 19th, 2007

E algumas pessoas ainda conseguem fazer de telas de erro algo, digamos, único.

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Mais de perto:

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E isso me fez lembrar de um top “mensagens de erro sem noção” que o Leo fez um tempo desses. Com as clássicas “This shouldn’t happen”, do Good News, e a super pouco alarmista “Printer on fire”, dos tempos do Unix.

A rave do Coubertin

Sábado, Junho 9th, 2007

Pelo andar da carruagem, a execução dos hinos nacionais vai estar abolida nas Olimpíadas de 2012. Deve ser substituída por “Total Eclipse of a Heart”, de Bonnie Tyler.

Já pensou? “Turn around…”

É que Londres, sede dos Jogos de daqui a cinco anos, acha que, em 2012, o que vai estar pegando mesmo é um revival dos 80, com um pé na new rave.

É o que me ocorre ao ver o logotipo oficial da 30ª edição dos jogos idealizados pelo Barão Pierre de Coubertin.

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Imagino a cena. Billy Idol cantando o tema de abertura. Bonnie Tyler entregando as medalhas, para deleite dos Klaxons, que deram, claro, consultoria para a cerimônia de abertura (muito neon, colagens e chroma key).

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Hot Chip, uma das revelações da cena new rave, foi inspiração certa.

Já tem até abaixo-assinado pedindo a substituição da marca. E gente mostrando no Youtube, como, em míseros sete minutos, produzir uma cópia fiel do logo num editor de imagens qualquer.

Não bastasse a reação negativa à marca, a organização dos jogos lançou um vídeo institucional pra reforçar o branding.

Londres, 2012

Mas conseguiu, como primeira conquista, ativar as sensibilidades dos portadores de epilepsia, que, passados com o trecho do nadador, fizeram com que o VT saísse do ar.

Esse povo. Não entende a vanguarda que é a onda new rave.

Klaxons, Gravity’s Rainbow

Coubertin, lá do além, quem sabe não aprova tudo isso?

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clipping com atitude

Quarta-feira, Maio 30th, 2007
Eis que se avizinha uma assessoria de imprensa das coisas inúteis. Pera lá: inúteis não. Ilustrativas, isso sim, do absurdo da condição humana. Pois muito que bem: graças a um time de colaboradores abnegados, essa nova empresa de comunicação inova e oferece à sua clientela o clipping com atitude.

Conceito já incorporado à realidade empreendedora de mercados avançados, o produto busca a essência da fenda informativa: o (quase) nada faz-se objeto de disputas no campo do simbólico. No farofal digital, só entra no clipping com atitude quem é protagonista da própria história, quem adota para si a postura “vai, passarinho”, sem amarras. Carla Perez, sempre matriz das causas justas (e também das calças justas).

Cases já clássicos estabeleceram todo um know-how do clipping com atitude.

Ana Vládia, uma brasileira
Na ausência de informação relevante em uma página institucional, revelamos todo um caso de assédio moral. Chefe mal-amado(a) humilha publicamente pobre estagiária, até na URL da página:

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Ana Vládia, pobre de você. Mesmo depois do lançamento da campanha mundial Força, Ana Vládia (só falta o apoio do Al Gore), continua sofrendo achaques e pressões de uma diretoria desumana. Para reforçar mossa MONÇÃO de apoio (sério, vi escrito assim dia desses), seguem trechos do manifesto da campanha de solidariedade, com direito a arrecadação de donativos, e de colaboradores engajados:

O que é a escalada do assédio moral nas instituições, não é mesmo? Todos conhecemos (ou vivemos) algum caso. Eu, que jurava já ter algum conhecimento de causa, dei de cara com uma nova modalidade de assédio, mix de divulgação institucional com a mais pura síndrome obsessiva da obesessão.

Me solidarizando com a execração pública sofrida pela póbi, resolve lançar a campanha Força, Ana Vládia, com foco na responsabilidade sócio-ambiental, na ressocialização e no combate à exploração abusiva da força de trabalho.

Naia: Ana Vládia, como nós, é mais uma vítima desse sistema injusto, opressor e nenhum pouco olho no olho. Estamos dispostos a colaborar com a campanha, mas não com donativos, quer dizer, serve uma blusa da Cantão desbotada?

Lucy: Por um mundo melhor, mais humano e com sua lubricidade respeitada pelo poder público: - Força, Ana Vládia!

Dias depois, a MEAC ainda fez uma festa:

“Durante a festa foram distribuídas lembrancinhas personalizadas a cada uma das homenageadas. Nesta oportunidade registramos nossos votos de muitas felicidades a todas as homenageadas. Informamos que em junho estaremos comemorando os aniversários do período referente aos meses de maio e junho”.

Ana Vládia, imagino a cena, encostada num canto, sendo alvo de chacotas e campanhas demagógicas.

No âmago dos movimentos populares. É onde pontifica o clipping com atitude. Ana Vládia que o diga.

Lubricidade no aeroporto
E nos aeroportos, para além das obsessivas greves de controladores e visões do inferno em saguões, há muita vida, sangue nas veias, lubricidade.

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Bartô, você sempre “por cima”.

Te cuida, Florinda Bolkan
E o caso Ruth Romcy, como descrever? Fontes confiáveis garantem que, durante sua passagem vulcânica pelo Pânico na TV, a Helen Mirren tupiniquim, e precursora dos reality shows com sua presença em Topa Tudo Por Dinheiro, fez revelação bombástica:

- Sou de Fortaleza!

Esse sobrenome, sempre desconfiei que tivesse algo a ver com a massa falida daquele magazine.

Mais orgulho sentimos ao nos dar conta de que, sim, Ruth Romcy está no IMDB. Estrela!

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Quase na mesma faixa de idade (e graça), eis que nos surge ela, a Donatela Versace brasileira. Sim, a sempre relevante Angela Bismarchi repudia as insinuações mentirosas quanto ao manejo do próprio corpo:

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Gente, tudo é uma questão de INTIMIDADE.

O homem que sabia demais
A política é dinâmica, assim como os projetos gráficos de jornais. E quando alguém consegue ver o quanto nossos caciques estão perto das reformulações gráficas dos nossos periódicos?

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Se sabe ou não, dúvida. Mas é o antonioflorestan que sabe tudo!

E detalhe que teve gente apelidando o caderno especial de lançamento do novo projeto de “O Caô Criador”!

Sem mais, meu povo. Porque eu ainda não sei tudo. E porque eu ainda sobrevivo fazendo clipping tradicional!

fede a lixo

Quinta-feira, Abril 5th, 2007
Alanisando bem…

de bem com a vida

Sexta-feira, Janeiro 19th, 2007
Registros dessa nossa internet de cada dia, no melhor estilo Que Jornalismo é Esse?
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Depois do Miojo! Como assim?
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Se o bem e o mal existem… :)

Papo sado

Quarta-feira, Janeiro 17th, 2007
Até que dava valor aos textos de Roberto Sadovski na Set. Hoje, a relação custo-benefício e a insistência em abordar coisas pop com superficialidade me afastaram da referida publicação. Mas o Sadovski anda por perto. Hoje mesmo, aflito que estava para debater algumas impressões sobre o Globo de Ouro 2007, encontrei o cara dando sopa num bate-papo da UOL.

Devidamente munido de meu nick “idi amin” (uma homenagem ao provável vencedor do Oscar de ator, Forrest Whitaker, e seu personagem em O Último Rei da Escócia), fui tentar conversar com o cara - que, salvo engano, ainda é o diretor de redação da revista.

Ele deu conta do recado e ainda soltou umas farpas bacanas. A elas:

Ele despreza Almodovar!
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Framboesa para Luana
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Assumindo o lado pipoca
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E, por fim, a resposta lacônica à minha humilde questão
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Vai-se pra aula de inglês?

Sábado, Outubro 7th, 2006
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Justo num jornal de Sobral, a mais americana de nossas cidades?

Fonte tipo zero (à esquerda)

Domingo, Outubro 1st, 2006
Orkut, a fonte tipo zero que você nunca verá naquela festinha.

Em algum lugar do passado, insinuando-se entre as linhas das matérias da nossa respeitável imprensa brazuca, lá está ele. Ele mesmo: “o mais famoso site de relacionamentos da internet”, “o mais visitado site de encontros” (ha!), ou aquela “rede de amizades virtuais”.

Orkut como tábua de salvação para matérias legais/de comportamento; para matérias “sérias” que precisam de uma “sensação” de “modernidade” ou um elemento de identificação para “o grande público”; para estimular o culto ao star system. Orkut como clichê, ao fim das contas.

É possível até bolar um simulador de matérias que tenham a tal rede como uma de suas fontes informativas. Algo que daria um resultado - facilmente reproduzível na cobertura de todo tipo de órgão de imprensa, do tablóide à revista de luxo - do tipo:

“A polêmica sobre (assunto) já ganhou a rede mundial de computadores (outra expressão, digamos, esgotada em seus propósitos). No site de relacionamentos Orkut, já há inúmeros grupos de usuários dedicados ao tema. A reportagem da(o) (veículo) contabilizou (número) comunidades sobre o assunto, a maioria delas (des)aprovando o comportamento do (protagonista do conflito em questão)

Não sei porque, mas tenho uma pulga atrás da orelha com esse lance de ter como fonte uma “entidade” da qual muito provavelmente os próprios jornalistas responsáveis pela apuração fazem parte, como co-protagonistas, com perfil e foto à disposição. O Orkut é mão na roda, sem dúvida, para encontrar os tais “personagens” de matérias, para mapear tendências e tal. Mas daí a se tornar a própria roda?

Daqui a tempos, alguém ainda se disporá a sair às ruas por uma história?

Esse post tem um quê de recalque. Explica-se. Este signatário é jornalista mas não está na vanguarda do jornalismo. Isso porque não inclui o Orkut entre suas fontes-para-qualquer-situação. É um orkutcida, ou seja, fez parte da tal rede mas deu o fora dela antes que ela se tornasse sinônimo de medo, vigília e enxaqueca judicial.

Outro dia, alguém me disse:

- Orkut é fato social!

Concordo e faço adendo. Parece ser isso e muito mais - e é aí que mora o perigo. O Orkut está se tornando o que, no jargão jornalístico, se conhece como fonte tipo zero: escrita, com tradição de confiabilidade, sem necessidade de cruzamento de suas informações com a de outras fontes…

Isso, claro, a despeito das marmotagens envolvendo golpes entre usuários de procedência incerta, ações judiciais contra a Google e iminências de quebra de sigilo dos internautas.

A conclusão, relutante, é a de que cada jornalismo tem as fontes tipo zero que merece…