E só mesmo rindo um pouco, em meio a alguns tropeços que são tão inevitáveis quanto o ato de andar.
A cidade (bem como seus viventes, alguns deles) nos dá subsídio para quebrarmos o gelo, para ousarmos ser menos infelizes em meio a vários motivos para sê-lo.
(Motivos justos, quero crer. Das ocasiões injustas, falemos em outra ocasião.)
Quando rir é quase uma indecência, entregue-se a ela.
(E não foi nenhum sábio que me disse isso.)
Tipo, por quase nada. Parado no ônibus, leio na parede pintada:
Eletro-não-sei-o-quê
Rua Pergentino Maia, xxx
Conserte tudo aqui
Telefone xxxx-xxxx
ENFRENTE A COELCE
Um dia inteiro no papel de vítima da inoperância estatal e privada, além da má-fé de algum trombadinha, não foram suficientes para eu me conter. Calado, achei aquilo um barato. Era tão a minha cara.
Super apoiado! Abaixo a tirania das privatizações!
Da mesma forma que achei revigorante, em pleno ritual de cancelamentos e ligações decorrentes de um assalto, saber que uma grande amiga passou numa concorrida seleção para professor de uma grande (talvez não maior que ela) universidade.
Nem sempre, nas horas em que acho que vou fazer o loser, surge algum dado positivo na vida, por menor que seja. Daí, ficar puto é mesmo o caminho inevitável. E isso, a bem da verdade, tem acontecido cada vez mais.
Mas, como efeito inverso, eu me entrego mais àquilo que refresca a alma.
Viva as reuniões de amigos, a existência das besteiras e à união dos dois.
E hoje eu tive vontade de colocar gente bacana numa moldura. Sei lá por quê. Ah, e sem desmerecer a ninguém, por favor.