Entre quatro paredes
Terça-feira, Outubro 24th, 2006(Esperando para gravar um VCD de Plano de Vôo…)
A antítese da mulher “espaçosa”. Sem segundo turno, é rainha na kitinete. Esse é o provável veredito de quem assiste à jovem senhora Jodie Foster pilotando as angustiantes tramas de “Plano de Vôo” (Flightplan), “O Quarto do Pânico” (The Panic Room) e “Um Plano Perfeito” (Inside Man).
Filmes recentes da atriz/diretora, esses exemplares têm sua ação circunscrita a barreiras físicas bem delineadas, e contaram com roteiros espertos o suficiente para fazer desses pequenos espaços algo interessante numa Hollywood cada vez mais megalomaníaca em delírios digitais.
Vá lá que o avião de “Plano de Vôo” é praticamente um transatlântico. Mas ainda assim é espaço fechado. E, em “Plano Perfeito”, uma agência bancária é o centro da ação mas a Madeleine defendida por Jodie é da turma do camarote, que vê os lances acontecerem a uma distância segura (será?).
A verdade é que Jodie, depois de viajar no tempo, no espaço e diabo a quatro em filmes como o brilhante “Contato” (onde está Bob Zemeckis?), parece mais interessada em provar que uma casa, uma cabine de avião ou um edifício comercial são arenas tão ou mais legítimas para se lutar por uma boa causa.
Salvar o mundo? Só se for o mundo dela mesma.
E nem adianta. Eu paro mesmo pra ver esses filmes da moçoila. Obras nas quais ela desponta cada vez mais bela, digna e multidimensional.
Assim como ela, sou bem capaz de me trancar em casa. Eis minha boa causa.
Trailer de “O Quarto do Pânico”




